Assine nosso Feed
Assine nosso Feed , receba as atualizações por Email e siga-me os bons no Twitter.

Mais de quinhentas obras de arte que compõem a coleção de Jorge Amado e Zélia Gattai serão leiloadas pelos filhos do casal, João Jorge e Paloma Amado. São telas pintadas à tinta óleo, álbuns, desenhos feito a mão e obras de alguns dos principais artistas brasileiros. O conjunto fica em exposição ao público entre os dias 12 e 17 de Novembro e vai a pregão nos próximos dias 18, 19, 20 e 21, no Atlântica Business Center, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

De acordo com Paloma Amando, parte da renda arrecadada com o venda coleção de arte será revertida para a reforma da Casa do Rio Vermelho, onde a família viveu em Salvador. Segundo Paloma, Jorge Amado possuía mais de 1500 obras, espalhadas em diferentes lugares e, quando ela e João Jorge começaram a reunir todas elas descobriram quem não teriam como manter tudo guardado de forma adequada. “Disponibilizamos para leilão obras da casa do Rio de Janeiro e de Paris. As peças da Casa do Rio Vermelho não foram colocadas a venda”, ressalta.

Conforme Paloma, a Casa do Rio Vermelho também não será mais tombada pelo Conselho de Cultura do Estado. “Eu pedi pessoalmente ao governador Jaques Wagner, em nome da família, que não tombasse mais o imóvel”, conta. Segundo a filha do casal, essa decisão foi tomada porque o governo só anunciou o tombamento da casa agora, quando eles já haviam desistido de fazer, no local, o memorial em homenagem aos escritores.

Leilão

Acumulada ao longo dos anos, as obras contam um pouco da história da família Amado, marcando momentos importante da vida do casal e dos filhos. Entre elas, o “São Francisco”, de Volpi; o “Anjo Tocando Violino”, de Djanira da Mota e Silva; além de 42 peças de Carybé; “Retrato de Jorge Amado”, de Flávio de Carvalho; “Ville”, de Antônio Bandeira; “Retrato de Oswald de Andrade”, de Anita Malfatti; “Candomblé”, de Djanira, painel em óleo s/ madeira medindo 250 x 244 cm. Há também uma coleção de arte popular em barro, que traz artistas como Mestre Vitalino e outros da escola de Caruaru e de Tracunhaém (Pernambuco), Mestre Tamba, Mestre Didi e alguns exemplares oriundos de alguns países da América Latina e da África.

Merecem destaque, ainda, as obras de artistas como gaúcho Carlos Scliar, o cearense Aldemir Martins, o maranhense Floriano Teixeira (ilustrador habilidoso, o primeiro a dar uma cara à uma das personagens mais famosas de Jorge, a D. Flor), o paulista José Pancetti, o carioca Di Cavalcanti e os baianos Calasans Neto, Carlos Bastos, Genaro de Carvalho, Mário Cravo Júnior e Mirabeau Teixeira e o sergipano Jenner Augusto.

O catálogo com as peças que irão a leilão começou a ser vendido na sexta-feira (dia 7/11), na Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, pelo preço de R$ 125.


Texto retirado do site : http://www.aratuonline.com.br/